Confiança gera confiança. E na Odontopediatria, isto não é apenas um clichê. É uma peça fundamental para que as coisas funcionem bem. Se os pais confiam no dentista, a criança também há de confiar. Se o dentista confia no seu conhecimento e na sua equipe, o trabalho será bem feito. E todos ficam felizes. Mas se em algum momento essa corrente se quebra, alguma coisa desanda.
Essa semana fui surpreendido por uma mãe aflita com a saúde bucal do filho. Disse que a criança estava com dor por conta de cáries nos dentes. Já tinha passado por vários dentistas e não sabia mais o que fazer. Avaliada a situação, é natural propormos um plano de tratamento que, no caso em questão, era bem simples: remoção da cárie e restaurações nos dentes afetados. A não ser por um “pequeno” detalhe: ela (a mãe) não deixa anestesiar o filho com medo que possa acontecer alguma coisa e nem quer que use a broca pra não estragar ainda mais os dentes. Oi?
Lamento, mas não dá pra resolver o problema. Como disse no início do post: confiança gera confiança. Se a mãe não confia no dentista para cuidar do filho da melhor maneira possível, não há o que fazer. Não dá pra fazer um tratamento “meia boca”.
Muita criança (e muitos pais também!) acham que anestesia é uma forma de tortura, um castigo pra quem senta na cadeira do dentista. Não, não é. Pelo contrário! É a anestesia que tira a dor momentânea, que traz conforto para o paciente e tranquilidade para o profissional poder trabalhar. Imagine uma cirurgia em um hospital. Qualquer uma. Já pensou se não tivesse anestesia? Daria pra fazer? De jeito nenhum!
Sem contar que os anestésicos de uso odontológico são extremamente eficazes e seguros, podendo ser usados por qualquer paciente, dentro de suas necessidades e especificações: criança, idoso, cardiopata, gestante, diabético…
E pra que serve a broca? Pra agilizar nosso trabalho. Pra remover o tecido cariado de forma mais eficiente e mais rápida. Estraga mais o dente? Não é que estraga, mas acaba desgastando um pouquinho mais sim. Não por imperícia do dentista ou qualquer outra coisa. É NORMAL e esperado que isso aconteça.
Portanto, papais e mamães, não se assustem quando o dentista falar que precisa anestesiar seu filho para realizar o tratamento. É um procedimento normal e seguro. CONFIEM no profissional que escolheram. Têm dúvidas? Perguntem! E, se quiserem um tratamento bem feito e – principalmente – que a criança coopere com o mesmo, lembrem-se: confiança gera confiança!
.png)







A Boca Mágica
Blog do Dentista
CETRO
Doctor Victor
Markentista
Medo de Dentista
Odonto Divas
odontoBLOGia
Ortoblog
Ortodontia Para Todos
Pérolas da Odontologia
Por Dentro da Dor Orofacial
Pulpite
Ricardo Dentista
Saudálito
Sofá do Dentista
Sorriso CasoALL
Te vejo por dentro
Vida de Dentista

15 de agosto de 2012 às 10:38 ·
Ô tio,podia até pedir pra mãezinha do caso ai dar o exemplo e se submeter a um tratamento nos moldes dela.Bota ela na cadeira e escolhe a cárie mais funda ,não esquecendo de dizer que o pequeno precisa de um”empurrãozinho”pra tratar os dentes.
Sem anestesia e sem alta ,você cureta a cárie e fecha com um cateterismo no conduto mais amplo.
Ah ,fala pra ela não gritar pra não dar mau exemplo.
Abs.
15 de agosto de 2012 às 10:52 ·
Realmente, assim fica difícil. A mãe, por excesso de zelo (um zelo que poderia ter sido exercitado antes, mas quem sou eu pra julgar…), não aceita que seu filho tenha um tratamento adequado para o problema que foi o motivo que a levou a procurar um profissional habilitado pra resolvê-lo. Resultado: mãos atadas e uma criança sofrendo. Muitos conceitos a serem revistos…